Venda e aluguel de imóveis na Europa dependerão da eficiência energética: O que muda com a nova diretiva da UE?
11 de abril de 2025
Eficiência energética será obrigatória na venda de imóveis.
A União Europeia está reformulando suas regras para imóveis residenciais com base em metas ambientais mais ambiciosas. A proposta revisada da Diretiva de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), aprovada recentemente pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia, exige que os Estados-Membros adotem medidas concretas para reduzir o consumo de energia nos imóveis, com impactos diretos sobre a venda e o aluguel de propriedades.
O que muda na prática?
A partir da implementação da nova diretiva, os países europeus deverão garantir que:
- Nenhum imóvel de classe energética inferior a E possa ser vendido ou alugado a partir de 2030 (datas podem variar de país para país)
- Todos os edifícios novos sejam neutros em emissões de carbono até 2030
- Haja uma renovação gradual do estoque imobiliário para garantir melhor desempenho energético até 2050, em linha com a neutralidade climática da União Europeia
Cada Estado-Membro terá a liberdade de definir seus próprios calendários e metodologias de certificação, mas a obrigatoriedade da eficiência mínima para venda e aluguel será comum em toda a UE.
Espanha como exemplo: Impacto direto no setor imobiliário
Na Espanha, estima-se que mais de 80% das casas não atendem aos requisitos mínimos estabelecidos pela nova legislação. Com a nova norma, um imóvel que não cumpra o critério de eficiência energética poderá ser impedido de ser vendido ou alugado, salvo se for renovado ou tiver plano comprovado de melhorias.
Além disso, o governo espanhol já anunciou incentivos financeiros e fiscais para reformas energéticas, mas os custos ainda recaem, majoritariamente, sobre os proprietários.
Oportunidade ou obstáculo?
Embora muitos vejam a medida como um "sacador de dinheiro" — obrigando reformas caras em imóveis antigos —, a regulamentação também abre oportunidades:
- Investidores podem aproveitar incentivos para modernização de imóveis
- Há potencial de valorização para imóveis sustentáveis
- Empresas de construção e tecnologia verde devem ter forte crescimento
E o Brasil com isso?
Para investidores europeus que desejam investir no Brasil — ou empresários brasileiros que querem atuar na Europa — é essencial entender que os critérios ESG e de eficiência energética já são norma, e não tendência, na UE.
A Equity Investment Business apoia investidores e empreendedores na adaptação às exigências europeias, ajudando desde a análise de projetos até a adequação regulatória, promovendo investimentos sólidos e sustentáveis.
Fontes consultadas: Comissão Europeia; Parlamento Europeu; Conselho da União Europeia


